sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A luta dos protetores de animais em Alto Araguaia

Por: Sérgio Silva
Nos últimos meses a internet se chocou com a notícia da invasão em um canil certificado em Osasco, na Grande São Paulo.  A Ativista Luísa Mell, conhecida por ser protetora de animais junto com sua ONG recebeu a denúncia em um vídeo onde mostra cães sento torturados com pedaços de cabos de vassoura. Após a denúncia, Luísa, junto com a Delegacia de Polícia de Investigações do Meio Ambiente de Osasco (DIICMA). Veterinários, voluntários e agentes da delegacia invadiram o local do canil.


                                                                     Luísa, mostra o estado em que estava um dos cães resgatados.

Na operação foram resgatados 135 cães de diversas raças que estavam sendo explorados para a reprodução e venda de filhotes, outros nove foram encontrados mortos em sacos plásticos no lixo da residência. Em sua conta oficial no Instagram, Luísa Mell publicou vídeos da operação e de como os animais foram encontrados. Um deles tinha o maxilar quebrado e muitos estavam com os pelos completamente embolados e sujos. Nas filmagens, é possível ver também uma cadela com problemas nas patas traseiras se arrastando pelo corredor repleto de fezes. Os 135 cães foram resgatados e encaminhados para o Instituto Luísa Mell, onde receberão atendimento veterinário e ficarão abrigados até que estejam disponíveis para adoção.  Através do Instagram Luísa também pediu apoio financeiro aos internautas para custear as despesas médicas dos cães.


Atitudes como a da ativista tem se tornando cada dia mais frequente. Em Alto Araguaia, MT, pessoas estão se unindo para ajudar os animais que são abandonados nas ruas, dando comida, água e até mesmo abrigo. Bruna Couto, 20 anos, é uma das ativistas que protege esses animais, espalhou diversos potes de ração e água em pontos estratégicos da cidade, a ideia é de levar alimentação para esses animais. “Comecei por conta própria, colocando ração em potes pelas ruas da cidade, ia todos os dias a pé para alimentá-los, postei no Facebook, consegui 3 pessoas que me ajudaram com doação, eu não trabalho para conseguir manter sozinha esse projeto, então tive a ideia de fazer uma rifa todo mês”.



Animais alimentados por Bruna nas ruas da cidade

Saúde
Depressão: O mal do século
Da reportagem: Lindéia David
Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina a depressão não tem um rosto com o qual possa ser identificado ou ainda um comportamento ou características especificas que não deixe nenhum tipo de dúvida que há de fato algo com a pessoa.

A doença afeta 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil é o país com maior característica de ansiedade no mundo: 9,3%. Cerca de 11,5 milhões de brasileiros sofrem com depressão.
Figura 1 a depressão não tem rosto com o qual possa ser identificada

Alto Araguaia hoje, conta com uma população de 18.164 mil habitantes e estima se que pelo menos 1.200 pessoas sofrem com a doença, uma média de 7% no total, este número refere-se que mais de 90% dos casos são relacionados a mulheres.
A depressão foi considerada pela (OMS) como o "mal do século XXI". Doença silenciosa, ela ainda é incompreendida inclusive por quem sofre do problema. Há quem considere, por exemplo, que é uma doença de rico, ou que se trata de frescura. A verdade é que a depressão pode atingir pessoas de qualquer idade, qualquer lugar e qualquer classe social, famosos e anônimos.
Segundo a Dra. Rita Aparecida Barbosa que atua na área de psicologia há 24 anos, a maioria de seus pacientes apresentam transtornos como a depressão. A depressão ou transtorno depressivo que é uma doença psíquica que afeta o sistema nervoso central, alterando o humor e a maneira da pessoa lidar com sentimentos diversos relativos à afetividade. O paciente pode apresentar pequenos sintomas iniciais como: insônia, tristeza, ansiedade e crises de choro. A depressão é uma doença que requer ajuda especializada de um profissional. “A maior parte dessas vítimas são mulheres que, na maioria das vezes apresentam distúrbios emocionais, como relacionamentos mal estruturados, traumas ocorridos durante a infância ou adolescência, problemas em ambiente de trabalho, e vários outros fatores que acabam acarretando ao longo da vivência de cada ser humano”, esclarece a psicóloga.

Em casos mais graves de depressão, algumas pessoas perdem o emprego, abandonam os estudos e se excluem de seu círculo social. O tratamento da depressão consiste na combinação de antidepressivos e psicoterapia, um trabalho feito em parceria entre um psiquiatra e um psicólogo.
Figura 2 os medicamentos só podem ser adquiridos com receita médica em mãos
Para a Auxiliar de Serviços Gerais, M.L.C de 47 anos, que foi diagnosticada com a doença há mais de dois anos, os problemas começaram a se agravar quando começou a sentir, tristeza, pessimismo, baixa autoestima, desânimo e pensamentos suicidas, que só melhoraram quando decidiu procurar ajuda médica e começar um tratamento através de remédios controlados e terapias. Para ela, é uma angústia terrível, se sente incapaz de fazer qualquer coisa, muitas vezes tem a sensação que ninguém gosta dela e se sente sufocada em qualquer lugar que esteja. Para quem antes tomava três banhos por dia, hoje sente dificuldades em tomar apenas um. “Imagina uma pessoa ter que tomar medicação todos os dias para conseguir se levantar e ficar de pé, não tem explicação eu prefiro me isolar de todos, e não estou assim porque quero “socorro meu Deus”, muita gente nem sabe o que eu passo por isso, é angustiante assumir que tenho depressão pois tenho muito medo de ser julgada”, comenta.


Silvio Cezar Godoy mostra a importância do cultivo de horta orgânica para a saúde da população da região araguaiense

Por Letícia Ayumi Yamasaki

Horta de alface próxima ao Saneago. Foto: Maiza Borges.

Ao seguir os passos do pai, Silvio Cezar Godoy, nascido em casa, numa fazenda entre as cidades de Guzolândia e Auriflama (SP), também é um produtor rural. Após trabalhar como pedreiro, operador de máquinas de colher cana-de-açúcar, operador de trator e pecuarista, descobriu que o que gosta mesmo de fazer é cultivar hortaliças. Hoje, com 45 anos, possui duas hortas no município de Santa Rita do Araguaia (GO), uma localizada próxima ao Saneago (Empresa de Saneamento) e a outra, perto do Terminal Rodoviário Vale do Araguaia, em que a terra, segundo Silvio, é melhor. 

O produtor rural trabalha há 16 anos com horta no estado de Goiás e acredita que o emprego com carteira assinada já não compensa. Ele lucra mais com o cultivo de verduras e legumes, que depende principalmente da própria mão de obra. Silvio relata também que a única coisa química que utiliza nas plantas é o adubo, que é misturado com a terra.

Silvio fala sobre os tipos de alface que planta. Foto: Maiza Borges.

Godoy cultiva aproximadamente 45 mil pés de alfaces por ano somente na horta perto do Saneago, onde cada plantação demora de 55 a 60 dias para ficar pronta para comer. As hortaliças que ele planta são: alface americana e crespa (de duas espécies - Mônica e Grande Rápida), couve, rúcula, cheiro-verde, abobrinha, pepino e pimenta. Para ele, o importante é não prejudicar a saúde da população, pensando nos consumidores dos alimentos.

Mudas de alface plantadas há cerca de 15 dias. Foto: Maiza Borges.

Segundo Silvio, a forma que cultiva as hortaliças foi ensinada pelo seu pai e pelo programa Globo Rural (da TV Globo) nas manhãs de domingo. “Você assiste a explicação igual na escola, tem que pegar desde o começo para entender bem, e vai aprendendo”, conta Godoy.

Sementes de alface germinadas há uma semana nos recipientes de isopor. Foto: Maiza Borges.

O cultivador de hortaliças não sabia da existência do Fórum de Luta Contra os Impactos dos Agrotóxicos na Região Sul do Mato Grosso e nem que os pesquisadores Wanderley Pignati e Jackson Barbosa estiveram em Alto Araguaia (MT) no começo de abril deste ano para falar do assunto na vizinha Alto Araguaia (MT). Porém, acha importante esse tipo de inciativa. Citou um exemplo da época que trabalhava no estado de São Paulo com uvas, em que as pessoas se alimentavam e sabiam do veneno presente nas frutas. “Mesmo com o passar dos dias o agrotóxico não saiu completamente, pois é absorvido pela planta”, explica. 

Silvio relata no áudio disponível no link abaixo, como começou a trabalhar com o cultivo de hortaliças em Santa Rita do Araguaia Goiás. 

https://soundcloud.com/user-348032108/horta-organica-silvio-godoy

Realidade da cuidadora dos animais Antônia

Dona Antônia brinca com sua cadela Diana, 
expressando amor em seu olhar
FOTO: Maiza Borges

Por: Maiza Borges

Antônia Carvalho de Souza, de 70 anos, conhecida como “Tonha Caminhoneira” reside nas duas pistas próximo ao Oliveira Gás, em Santa Rita do Araguaia (GO). Hoje em dia, ela recebe um auxílio doença do governo, que contribui para a sua sobrevivência e dos animais que cuida, 14 cachorros e 2 gatos. Há 24 anos, através de promessas religiosas, a mulher garante que criou cerca de 700 cães e gatos até agora.

Tonha é lembrada pelos moradores de Alto Araguaia (MT) e Santa Rita do Araguaia, por sempre andar pelas ruas com sua bicicleta carregada de alimentos ou dos bichos que encontra no caminho. Ela afirma que recebe ajuda de algumas pessoas que doam saco de rações e comércios no qual garante leite e carnes para os animais. 


Esses são alguns dos seus animais 
que passam por seus cuidados 
e fazem parte de sua família. FOTO: Maiza Borges


No Brasil encontra-se cerca de 30 milhões de animais abandonados nas ruas. Nas cidades de Alto Araguaia-MT e Santa Rita do Araguaia-GO, A dificuldade encontrada para realização das atividades voluntárias são imensas. Isso porque não possui ajuda da gestão pública, Dona Antônia acredita que se cada um fizer sua parte a situação pode mudar.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Redes sociais na Internet fomentam interações sociais

Por Onofro Martins *

Hoje com as grandes alterações nas formas como nos relacionamos hoje quando usamos termos como comunidades virtuais, sociedade em rede, tribos urbanas e muitas outras expressões que surgiram e se popularizaram em nosso meio, conforme discute a obra Redes sociais na Internet, uma das obras publicadas Raquel Recuero. A jornalista aparece entre as mais conhecidas e respeitadas pesquisadoras brasileiras da área de Ciências Humanas e Sociais.

Recuero nos mostra que a internet, nos possibilita através das redes digitais de comunicação, mantermos relações sociais contemporâneas. A obra afirma que as tecnologias digitais ocupam hoje um papel central e profundo nas mudanças conhecidas em todos os aspectos da vida social.

Possíveis acréscimos são muito difíceis de prever, pois acontecem muito rápido, tornando quase impossível resistir à tentação do determinismo tecnológico, que traduz em respostas encantadoras simples a máxima de que é a tecnologia que define a sociedade.

A pesquisadora apresenta explicações fáceis de compreender mostrando uma ilusão de segurança e solidez que pode ser reconfortante em um contexto conturbado como o nosso, pontuando o entusiasmo dos otimistas e dos pessimistas em relação às complexas mudanças no ciberespaço.

Para os otimistas, a interação pela internet estabelece ‘comunidades virtuais’ nas quais todos se relacionam em harmonia e igualdade e estão permanentemente dispostos a colaborar uns com os outros. Enquanto que para os pessimistas, o que existe é que há de pior na natureza humana, sendo o ‘ciberespaço’ um reino da mentira, da hipocrisia e de más intenções.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Raquel Recuero, pesquisadora das redes sociais


http://www.raquelrecuero.com/

Formada em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas - UCPel e em Direito pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel, com mestrado e doutorado em Comunicação e Informação tem uma extensa trajetória nas áreas de redes sociais e comunidades virtuais na Internet, conversação e fluxos de informação e capital social no ciberespaço e jornalismo digital.

Raquel Recuero, nascida em 1977, em Pelotas, Rio Grande do Sul, é professora e pesquisadora da Universidade Federal de Pelotas e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da UFRGS. No entanto, trabalhou em empresas como Google, MySpaceLolapps, AG2, ESPM, Media Lab, dentre outras.

Internet: inteligência coletiva ou função capitalista?

* Por Karine Borges

https://www.google.com.br/search?q=fotos+de+cibercultura&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjDm7SZnKPVAhVDTJAKHcNVAW0Q_AUIBigB&biw=1440&bih=794#imgrc=4P7pe1TZex8nQM:
Imagem da internet
O artigo “A Sociedade em Rede e a Cibercultura: dialogando com o pensamento de Manuel Castells e de Pierre Lévy na era das novas tecnologias de comunicação”, escrito pela Jornalista Isabela de Araújo Garcia Simões, expõe as principais ideias de Castells e Lévy referente a rede mundial dos computadores e suas transformações no mundo da comunicação.